Igreja de San Marcos

Acredita-se que a fundação da igreja ocorreu no período do Repartimiento, logo após a captura da cidade pelo rei Fernando III El Santo, edificado no local de uma antiga mesquita. Alguns pesquisadores acreditam que seu prédio foi promovido por seu filho Alfonso X El Sabio.
Devido aos confrontos entre as casas ducal de Medina Sidonia e Arcos, a igreja sofreu um de seus primeiros incêndios, sendo reconstruída em 1478.
Aparentemente, no século XVIII, ele sofreu outro incêndio fortuito que o forçou a realizar uma restauração no templo.
Deve-se notar que os restos do minarete da antiga mesquita de grande beleza e restaurada, localizada ao pé da nave do Evangelho, são preservados.

Em 18 de julho de 1936, o templo foi queimado e saqueado nos momentos anteriores da Guerra Civil, sendo destruídos todos os móveis litúrgicos e estruturas de madeira da cobertura dos navios. A cobertura atual pertence à última restauração realizada em 1987.
Em 1911, foi declarada subsidiária da igreja paroquial de San Julián. Mais tarde, foi criada novamente como uma paróquia, separando desta vez os de San Julián e San Román.

Apse:

A abside desta igreja, onde está localizada a referida Capela Principal, é profunda e consiste em duas seções, a primeira sendo retangular e a segunda poligonal, coberta por uma abóbada de nervuras góticas de pedra e tijolo.

FAÇADE

Do lado de fora, seus elementos mais destacados são sua cobertura principal, localizada aos pés, e a torre, restante da antiga mesquita, localizada em um ângulo próximo a ela.

Esta capa é do final do século XV, em estilo gótico, feito de arenito e com arquivoltas, sendo os exteriores (primeiro e último) decorados com as características pontas de serra ou diamante. Nos dois lados e na tecla, apresenta pequenas figuras em pedestais e com dossel; na parte superior superior, mostra uma faixa horizontal decorada com seções de sebka , de clara influência mudéjar, o que contrasta entre o mundo cristão e o muçulmano.

Essa cobertura é sem dúvida uma das mais interessantes nesse tipo de igreja da cidade, e sua beleza se destaca na frente de tijolos com a qual a fachada é construída; combinação, parede de tijolos de pedra, que caracteriza os templos dessa tipologia.

Muito importante é também sua torre, quadrada, muito delgada e localizada na fachada. No exterior, apresenta janelas geminadas emolduradas por alfiz e decoração de panos sebka de origem almohad, semelhantes aos que existem em outras torres da igreja, como no Omnium Sanctorum ou na própria Giralda da catedral hispânica. Corresponde ao minarete da antiga mesquita que existia neste local, antes da própria igreja, e é coroado por uma torre sineira de 1603 atribuída a Vermondo Resta. Esta torre foi restaurada em 1916 pelo arquiteto sevilhano Aníbal González.

Navio

Suas características arquitetônicas respondem aos generais das igrejas paroquiais do século XIV, conhecidas como grupo de 1356, estilo gótico-mudéjar, sendo um dos menos transformados daqueles que formam esse grupo, apesar das muitas mudanças e efeitos sofrido pelo edifício ao longo do tempo.

De planta retangular, possui três naves, as laterais sendo planas e a abside central coberta com abóbadas abobadadas de tijolos.

De grande presença e pureza de linhas são os arcos que separam esses navios, de ferradura apontada em contraste com outras igrejas mudéjares de arcos ogivais e emoldurados em alfiz, que repousam sobre pilares de forma retangular. O arco toral ou acesso à Capela Principal é gótico ou ogival, pontiagudo e é apoiado por duas grandes colunas.

O interior do templo, com paredes brancas, é praticamente livre de decoração adicional, o que destaca ainda mais a beleza e o contraste de seus elementos construtivos, destacando entre seus bens móveis uma imagem de San Marcos atribuída ao círculo artístico de Juan de mesa.